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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Monograma




Lençol com monograma bordado à mão, desenho original (desenhado por mim).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Aprenda a bordar!







quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lençol a ponto grilhão e cheio

Lençol bordado a ponto grilhão


Aprenda a fazer este bonito ponto:

quarta-feira, 23 de março de 2011

Boninas cor-de-rosa

Lençol com dobra bordada a cheio à máquina, rematada com bordado inglês.


Pensão familiar


Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos.
O sol acaba de crestar as boninas que murcharam.
Os girassóis
amarelo!
resistem.
E as dálias, rechonchudas, plebeias, dominicais.


Um gatinho faz pipi.
Com gestos de garçom de restaurant-Palace
Encobre cuidadosamente a mijadinha.
Sai vibrando com elegância a patinha direita:
— É a única criatura fina na pensãozinha burguesa.



Manuel Bandeira

terça-feira, 22 de março de 2011

Ajour e cheio


Lição sobre a água

Este líquido é água.
Quando pura
é inodora, insípida e incolor.
Reduzida a vapor,
sob tensão e a alta temperatura,
move os êmbolos das máquinas que, por isso,
se denominam máquinas de vapor.

É um bom dissolvente.
Embora com excepções mas de um modo geral,
dissolve tudo bem, bases e sais.
Congela a zero graus centesimais
e ferve a 100, quando à pressão normal.

Foi neste líquido que numa noite cálida de Verão,
sob um luar gomoso e branco de camélia,
apareceu a boiar o cadáver de Ofélia
com um nenúfar na mão.


António Gedeão


Lençol bordado a cheio e com bainhas abertas (ajour).

sábado, 5 de março de 2011

Velhinhas


Velhinha


Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente em mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
“Já ela é velha! Como o tempo passa! ...”

Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até o fim!

Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente ...
Já murmuro orações ... falo sozinha ...

E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos ...

Florbela Espanca

Estes entremeios para lençol foram as primeiros trabalhos que fiz em croché!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Rendinhas da bisavó



Ternura

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!


David Mourão-Ferreira

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Lençol com monograma



Este lençol foi feito em parceria com a minha mãe. Ela adora rendas e bordados! As letras M e F do monograma foram desenhadas por mim.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Lençol florido

Lençol desenhado por mim e bordado à mão.


"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira."


Cecília Meireles


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Lençol "Margaridas"


Lençol bordado à mão a ponto pé de flor, cheio e richelieu.