quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pérolas e ametistas

Pérolas de rio, ametistas e peças prateadas em arame memória.


O Que Alguém Disse

"Refugia-te na Arte" diz-me Alguém

"Eleva-te num vôo espiritual,
Esquece o teu amor, ri do teu mal,
Olhando-te a ti própria com desdém.

Só é grande e perfeito o que nos vem
Do que em nós é Divino e imortal!
Cega de luz e tonta de ideal
Busca em ti a Verdade e em mais ninguém!"

No poente doirado como a chama
Estas palavras morrem... E n'Aquele
Que é triste, como eu, fico a pensar...

O poente tem alma: sente e ama!
E, porque o sol é cor dos olhos d'Ele,
Eu fico olhando o sol, a soluçar...

Florbela Espanca

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Pérolas em flor

As Minhas Rosas

Sim! a minha ventura quer dar felicidade;
Não é isso que deseja toda a ventura?
Quereis colher as minhas rosas?
Baixai-vos então, escondei-vos,
Entre as rochas e os espinheiros,
E chupai muitas vezes os dedos.
Porque a minha ventura é maligna,
Porque a minha ventura é pérfida.
Quereis apanhar as minhas rosas?


Friedrich Nietzsche

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Brinco de pérolas


Pérolas de rio

São pérolas cultivadas nos rios, baías e lagos em diversas espécies de mexilhões de água doce. O processo consiste em colocar um núcleo no molusco e esperar que o animal o vá recobrindo de nácar até formar a pérola. No caso dos mexilhões de água doce, o núcleo é um tecido mole procedente de outro molusco, que se vai decompondo ao formar a pérolas. Podem colocar-se 10 núcleos de cada vez. O animal sobrevive mesmo depois de se abrir a concha, podendo cultivar-se de novo. O cultivo nestes animais é mais fácil e rápido do que nas ostras, sendo estas pérolas muito mais acessíveis. O brilho é menos intenso e é mais difícil obter pérolas esféricas.


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Escreve-me!


Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d’açucenas!

Escreve-me! Há tanto, há tanto tempo
Que te não vejo, amor! Meu coração
Morreu já, e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d’oração!

“Amo-te!” Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d’amor e felicidade!

Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então… brandas… serenas…
Cinco pétalas roxas de saudade…

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Vive sem Horas


Vive sem horas. Quanto mede pesa,
E quanto pensas mede.
Num fluido incerto nexo, como o rio
Cujas ondas são ele,
Assim teus dias vê, e se te vires
Passar, como a outrem, cala.

Ricardo Reis

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Borboletar"

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O tempo que o tempo tem